O supercomputador mais rápido do Hemisfério Sul, que é do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), será utilizado por especialistas de Pernambuco para gerar cenários futuros do comportamento climático do estado. A iniciativa é do Laboratório de Meteorologia de Pernambuco (Lamepe), que em parceria com o órgão federal, começou a rodar experimentos do clima no robusto sistema computacional.
A ação possibilitará fazer a simulação de como se comportará as chuvas até o ano de 2070. Também será possível demonstrar antecipadamente o respectivo comportamento da temperatura, umidade relativa do ar e outras variáveis meteorológicas para o período. “Essas simulações colaborarão para auxiliar na prevenção de ações públicas frente aos impactos das mudanças climáticas em Pernambuco”, diz a coordenadora do Lamepe, Francis Lacerda.
Os cenários futuros demonstrarão ainda quais os impactos da alteração do clima no bioma Caatinga e nas atividades agrícolas. E também os efeitos das variações da temperatura e chuva no processo de desertificação, segurança alimentar e hídrica, vulnerabilidade da Caatinga, saúde humana, entre outros temas. O nível futuro do avanço do mar é outro experimento que será gerado no supercomputador.
“Os experimentos anteciparão como ficará o clima e as respectivas conseqüências com as alterações”, diz, ressaltando que serão apresentadas simulações década por década (2020, 2030, 2040 até 2070).
Francis explica que o modelo global alimentará o modelo regional usado pelo Lamepe com informações futuras do planeta sobre o aumento de CO² na atmosfera, derretimento das calotas polares, desmatamento, aumento do volume dos oceanos, aumento da temperatura planetária e entre outros pontos. A partir dessas informações, o Laboratório gera as informações específicas sobre o cenário futuro climático para o estado.
Atualmente, apenas o Lamepe e a Universidade de São Paulo têm uma conta exclusiva para utilização do supercomputador do Inpe.

Carregando...